No artigo anterior, apresentei o conceito relacionado à consciência de Inteligências Artificiais que criamos, chamado Deep Reflection. Neste artigo, aprofundarei esse conceito e explicarei o que são as expressões digitais que mencionei.
Ao refletirmos sobre o mundo altamente tecnológico em que vivemos, torna-se evidente a quase simbiose entre nossa vida real e nossa vida virtual. Tudo aquilo que consideramos positivo sobre nós mesmos, e, muitas vezes, o que não é tão bom ou até decepcionante, temos a tendência de compartilhar.
O advento da internet e das redes sociais elevou essa necessidade de compartilhamento a um nível nunca antes visto, crescendo exponencialmente desde o início do milênio. Hoje, a grande maioria das pessoas com acesso a tecnologias móveis compartilha cada vez mais aspectos de suas vidas nas redes sociais, tornando-se geradores infinitos de informações, muitas vezes de maneira inconsciente. Publicamos fotos, vídeos, comentários, opiniões, dicas, desejos, anseios, medos, conselhos, ensinamentos, um pouco de tudo. E fazemos isso de forma tão automática que nem percebemos que estamos contribuindo para a formação de um vasto repositório de dados.
É nesse contexto que surge o conceito de expressões digitais. Todos os artefatos digitais que geramos são, na verdade, nossas expressões digitais, manifestações concretas de como nos expressamos para o mundo. E se fosse possível capturar essas expressões e criar algo completamente novo?
Imagine se pudéssemos compilar todas essas expressões digitais e treinar um SLM (Small Language Model) com esse conteúdo. Seria possível, em um nível básico, criar uma consciência digital elementar de uma pessoa. É nesse cenário que surge a tecnologia do Deep Reflection, que permite compilar todas as expressões digitais de um indivíduo, vivo ou não, para criar seu reflexo digital.
